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Espaço Oficina

13, 14 E 17 ABRIL

Oficina de Dramaturgia e Criação “Landschaft”

Dirigida por Tiago Vieira

“Landschaft”, de Tiago Vieira, foi um dos projetos vencedores da Bolsa de Criação - Dramaturgia, promovido pelo Teatro Oficina em 2023. A Oficina de Dramaturgia e Criação decorre no contexto da residência de escrita “Landschaft”, entre 11 e 17 de abril, no Espaço Oficina. Nesta oficina, Tiago Vieira partilha o seu processo de composição teatral, literário, performativo, trabalhando no seu projeto “Landschaft”, convidando quem participa a integrar a primeira apresentação deste texto com o autor, no dia 17 de abril, às 21h30, no Espaço Oficina.

“Landschaft” (o retrato de Helena de Tróia a arder perante a destruição da Europa) é um texto para uma performance multidisciplinar que parte de uma paisagem de insónia e estabelece uma relação com a memória da Segunda Guerra Mundial, a Ilíada de Homero e os sistemas de Opressão que originam Guerras no mundo contemporâneo. “Landschaft”  é uma palavra alemã que significa paisagem. A ideia de paisagem é um dos conceitos mais importantes do meu trabalho enquanto encenador e dramaturgo. Relaciono o conceito de paisagem com a ideia de contemplação através de mecanismos de criação cénica que valoriza a velocidade, a sobreposição, o caos como possibilidade de criação de um discurso em que olhar do espetador é convidado a criar a sua própria dramaturgia. “Landschaft”  é um diálogo com a guerra, com o fascismo, mas sobretudo com os corpos marginais.  Corpos que não desistiram da sua identidade e das suas convicções, que acreditaram numa existência que valorizava a dignidade humana e a liberdade, que construíram a meu ver discursos de desejo, de liberdade e por isso eternamente revolucionários. “Landschaft”  não é tanto uma performance documental é uma performance em que a abordagem que se pretende poeticamente crua procura uma relação de características mais existencialistas perante o horror, mas acima de tudo, um elogio aos corpos revolucionários, a todos aqueles que fizeram da procura do verdadeiro EU um gesto político, sexual e divino. “Landschaft” parte de um desejo de procurar a ressurreição de um corpo revolucionário e absolutamente único e marginal, que insiste em procurar o espaço poético na vida. Um corpo destruidor de narrativas normativas. Um corpo que procura na ação coreográfica a possibilidade de transformação através do movimento visto como uma ação de transição entre estados corporais e consequentemente divinos e políticos.  A marginalidade que muitos estão a tentar transformar em discurso quotidiano e de aceitação. A marginalidade é por natureza um discurso contrário a tudo que é total. A diferença procura não a igualdade, mas a possibilidade de existir enquanto alternativa. A marginalidade não procura obrigatoriamente a exclusão, mas a possibilidade de existir segundo uma gramática própria, não procura uma aceitação social. Esta ideia de que algo precisa de aceitação, transporta em si uma ideia de castração. A marginalidade apela à possibilidade de simplesmente algo poder existir em estado de liberdade. Liberdade tantas e tantas vezes esmagadas através de ações de massacre sustentadas por regimes e os seus líderes, os ditadores.


Tiago Vieira

Formado pela Escola Superior de Teatro e Cinema, complementou a sua formação em vários workshops de teatro, dança e performance, nomeadamente com Teatro Praga, Olga Mesa, Vera Mantero, Susana Vidal, Miguel Moreira, Meg Stuart, Marlene Freitas, Joana Craveiro, Amália Bentes, Vítor Roriz e Sofia Dias, Francisco Camacho. Já trabalhou com Mónica Calle, Miguel Moreira, Vera Mantero, Carlota Lagido, Ana Borralho e João Galante, Ana Ribeiro, Rui Catalão, Miguel Bonneville, Ricci/forte, BLITZ THEATREGROUP (Grécia), Vânia Rovisco, Mónica Garnel, Catarina Vieira, Teatro Praga. A partir de 2011 começou a criar os seus próprios espetáculos onde é responsável pela encenação, dramaturgia, figurinos, cenografia, vídeos, coreografia. Produzindo mais do que um espetáculo por ano, maioritariamente em contextos de ‘site specific’, alia o trabalho de encenação ao trabalho de formador de teatro com diferentes faixas etárias, destacando-se o seu Laboratório de Composição Teatral que já vai na sua oitava edição. Em 2022 começou a lecionar a disciplina Práticas Teatrais na Escola Superior de Dança. Em 2019 realiza um mestrado na RITS School em Bruxelas onde realizou o solo MANIFEST em que dançou durante 12 horas a Sagração da Primavera para um espectador de cada vez,  apresento o seu espetáculo final no palco principal do KVs THEATRE em Bruxelas.  Nesse mesmo ano realizou uma caminhada pela Alemanha de um campo de concentração até à campa da Pina Bausch e participou de um espetáculo em Berlin da autoria das Divas Iludidas. É coproprietário de um espaço de criação Artística em Lisboa: LATOARIA. Em 2022 destaca a participação no espetáculo Sagração da Primavera dos TEATRO PRAGA.  Em 2O23 já realizou quatro espetáculos: “Coreografia para uma Santificação” onde foi responsável pela coreografia, figurino, som e coach da bailarina Melanie Ferreira, AURORA um solo para Paula Moreira, EXERCÍCIO DE BELEZA: RIMBAUD e o espetáculo NÃO RECOMENDADO À SOCIEDADE com texto original. Em 2020, o espetáculo DEVEMOS SEMPRE PERDOAR OS COBARDES, MAS NUNCA SER COMO ELES foi considerado pelo jornal Expresso como um dos melhores espetáculos do ano.

13 abril (sábado), 18h30-20h00

14 abril (domingo), 14h00-20h00

17 abril (quarta), 18h30-23h00 (com apresentação do texto às 21h30)

Local Espaço Oficina

Público-alvo maiores de 18 anos, com ou sem experiência em teatro

Data limite de inscrição 9 abril

Inscrição gratuita, até ao limite da lotação disponível, através do formulário disponível aqui

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