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SÁBADO 18 ABRIL, 16H00
Exposição MICA
Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível
Evento
Inauguração da exposição das obras criadas durante a residência artística MICA – Mudança e Intervenção Criativa em Artesanato.
O MICA promove o encontro entre tradição e inovação, criando espaço para a experimentação, o diálogo e a cocriação entre artistas e artesãos. Nesta edição, pretende-se explorar as intersecções entre cerâmica e têxtil, valorizando os saberes ancestrais locais e desafiando novas formas de expressão e colaboração.
Nesse sentido, foi selecionada uma artista têxtil e uma artista cerâmica.
Aléxia Delorme*(n. 2001, Rio de Janeiro, Brasil) é artista visual com uma prática interdisciplinar que cruza escultura, instalação e performance, centrada na relação entre gesto, memória e território. A sua investigação articula tradição e contemporaneidade, aproximando processos artesanais de uma abordagem sensorial e psico-simbólica.
Desenvolve o seu trabalho a partir de materiais orgânicos e ecológicos, privilegiando matérias naturais passíveis de reintegração no ciclo ambiental. As fibras naturais, como o cânhamo, o linho e o algodão, constituem elementos estruturantes na sua prática, funcionando como dispositivos de ligação, memória e continuidade.
É licenciada em Artes Plásticas – Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. É fundadora do projeto Corpo-Barro e cofundadora do Satsang Natura, onde desenvolve trabalho artístico, produção e mediação cultural.
Andreia Pinho*(1993) é artista-ceramista e desenvolve uma prática centrada na relação entre matéria, território e memória coletiva. O seu trabalho parte da recolha e processamento de argilas selvagens, explorando as qualidades naturais do barro e privilegiando técnicas manuais que preservam a textura, a cor e a identidade de cada solo.
É fundadora do projeto Pelos Solos de Portugal (2019), uma iniciativa dedicada à investigação, recolha e estudo de argilas e outros recursos minerais e vegetais em diferentes regiões do país. Este projeto afirma-se como um exercício contínuo de reconhecimento do território, promovendo práticas sustentáveis e valorizando saberes ancestrais, evitando processos industriais.
A materialidade assume um papel central na sua obra. A artista evidencia a potência expressiva da matéria na sua crueza, valorizando as imperfeições e as qualidades intrínsecas de cada solo. É na relação direta com a terra que reside a força conceptual do seu trabalho, afirmando a cerâmica como território de pensamento, memória e metamorfose.
A sua prática articula tradição e contemporaneidade, dando forma a esculturas e máscaras que evocam mitos, rituais e arquétipos, propondo uma reflexão sobre ancestralidade, materialidade e a ligação profunda entre o ser humano e a natureza.
Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível
