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QUARTA, 6 MAIO, 18H45

Logbook

Dança
Solène Wachter and Bryana Fritz

Em palco, fragmentos acumulam-se, colidem e sobrepõem-se. Gestos, sons e ideias aparecem, desaparecem, regressam e interrompem-se mutuamente. Logbook desenrola-se como um espaço de polifonia, onde várias coisas podem acontecer ao mesmo tempo, sem estarem alinhadas ou resolvidas. Os registos mudam abruptamente, as texturas sobrepõem-se, os ritmos quebram-se. O que emerge não é fusão, mas fricção, uma composição ao vivo feita de cenas curtas e mudanças súbitas.

Quase como um concerto de dança, Logbook é, no seu núcleo, um encontro entre duas intérpretes – Solène Wachter e Bryana Fritz – que abrem os seus repertórios íntimos e testam como desordem, excesso e coexistência podem ser sustentados em tempo real.

Solène Wachter é bailarina e coreógrafa formada no CNSMD de Paris e na P.A.R.T.S. Em 2017, iniciou a sua carreira como intérprete ao integrar 10,000 Gestures de Boris Charmatz, com quem tem colaborado em numerosos projetos. Trabalhou também com Némo Flouret em 900 Something Days Spent in the XXth Century, com Maud Le Pladec em Counting Stars with You, com Ashley Chen em Distances e, mais recentemente, com Anne Teresa De Keersmaeker e Némo Flouret em Forêt, uma obra criada para a Ala Denon do Museu do Louvre.

Através de dispositivos cénicos que envolvem simultaneamente o público e ela própria, desenvolve um trabalho centrado no artifício do entretenimento, nomeadamente com FOR YOU / NOT FOR YOU (2022). Após uma primeira residência de escrita na Villa Medici em Roma em 2024, está atualmente a desenvolver o seu novo projeto Machine à Spectacle, com estreia prevista para março de 2026. Colaborou também com o encenador Joris Lacoste em Nexus de l’adoration, para o qual criou a coreografia (estreado no Festival d’Avignon 2025).


Bryana Fritz é coreógrafa e bailarina baseada em Marselha. Trabalha na interseção entre poesia e performance, frequentemente em dueto com a interface de utilizador OS X. O seu trabalho é alimentado por um interesse contínuo pela literatura medieval, fan fiction, estudos de media e histórias de iletracia.

Trabalhou como intérprete com Anne Teresa De Keersmaeker, Xavier Le Roy, Boris Charmatz e Dimitri Chamblas. Desde 2016, colabora com Henry Andersen sob o nome Slow Reading Club, um grupo de leitura semificcional que cria situações coreografadas para leitura coreografada.

Conceção, coreografia e interpretação: Solène Wachter e Bryana Fritz
Desenho de luz: Dgiorgia Chaix
Técnica de som: Justine Pommereau
Produção e distribuição: Supergroup (Margaux Roy, Claire Heyl) e QWERTY (Elissa Kollyris)

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