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A Cantarinha dos Namorados reproduz a forma de um cântaro de água, mas decorada com apontamentos em alto-relevo e polvilhados com pó de mica, cuja manufatura se mantém pelo menos desde o século XVI até aos dias de hoje.
No século XIX, a “cantarinha” começou a ser valorizada pelas elites por representar a arte popular vimaranense e por se enquadrar no espírito bucólico vivido na época. Ela conseguiu perpetuar-se como um importante testemunho material deste período, fértil em mudanças políticas, económicas e sociais. Desde então, passou a ser romanceada e conotada com os quadros representativos do pitoresco, da rotina da mulher que vai à fonte com um cântaro especial, oferta de um pretendente. Através de testemunhos orais, conseguimos apurar que nas primeiras décadas do século XX era frequente a “cantarinha” ser oferecida pelo namorado à namorada, aquando o pedido de casamento. A peça destinava-se a guardar o dinheiro que a noiva conseguia poupar, com o intuito de comprar um cordão de ouro, que levaria ao altar. Outra versão da mesma memória refere que a “cantarinha” serviria para guardar as prendas em ouro ofertadas pelos pais da noiva.